Caroline Ricca Lee é artista que se dedica ao arquivamento, memória e ficção das narrativas ancestrais das diásporas asiáticas no Brasil e na América Latina. Através de esculturas, instalações, texto, performance, vídeo, reivindica o corpo e suas narrativas ancestrais. A estética sincrética de sua produção revela um repertório no qual ancestralidade asiática e cultura brasileira colidem de forma a criar um corpo de trabalho ruidoso, intrínseco à tapeçaria de uma identidade multicultural e diaspórica. Por meio da
abstração e representação, debruça-se sobre uma memória não-oficial preservada em registros alternativos como arquivos pessoais, memorabílias ancestrais, fotografias de família e cartografias corpóreas. A casa se revela um museu não-oficial e corporifica-se como extensão de uma terra mãe imaginada.
Artista residente na Internationales Künstlerhaus Villa Waldberta, Alemanha (2016); Fondazione Oelle, Itália (2024); Pivô Pesquisa, Brasil (2024); IASPIS, Sweden (2025); La Becque, Switzerland (2025); Jan van Eyck Academie, Netherlands (2026). Artista selecionada em 2025 pela Swiss Arts Council Pro Helvetia South America, recebeu o Prêmio ISOLA SICILIA 2023 na 30a edição da Artissima Fair (Turim, Itália).
Destacam-se as exposições: Cartas à Memória (SESC Paulista, São Paulo, 2025); What Sinks Still Sings (SALTS, Basel, 2025); rest at risk (Pivô, São Paulo, 2025); Recollection of Dreams (Tube Culture Hall, Milan, 2024); The Appearance: Art of the Asian Diaspora in Latin America & the Caribbean (America’s Society, New York, 2024); terra abrecaminhos (SESC Pompéia, São Paulo, 2023); 31° Programa de Exposição (Cultural Center of São Paulo, São Paulo, 2021).