exposições 

O Inquietante
07/06/2018 - 21/07/2018

     É uma característica essencialmente humana deixar-se tocar pelo não familiar. De natureza ambígua, no despertar de nossas mais profundas inquietações, não raro o assombro é substituído pela mais irresistível atração. Encontra-se aí a gênese de nosso incômodo: a inquietação diante do sombrio que se revela em nós mesmos.            

     Estudado à fundo pela psicanálise, o assunto encontra em ”O Inquietante”, texto homônimo de Sigmund Freud publicado em 1919, sua mais ampla discussão. O ensaio discorre sobre os possíveis encontros com o estranho, situações em que somos confrontados com algo que um dia conhecemos e por algum motivo foi deixado oculto. Para Freud, a ficção e as artes se apresentam como meios para promover este reencontro,  no momento em que as fronteiras entre a realidade e a fantasia se apagam. No título original em alemão, “Das Unheimliche”- que não encontra tradução equivalente na língua portuguesa – o termo se refere ao “lar” e a“segredo” simultaneamente, ressaltando seu caráter ambivalente. Esta conhecida sensação do “estranhamente familiar” se instalaria justamente a partir deste estado de incerteza intelectual.                                                               Quem já não se espantou com objetos inanimados que passam a impressão de que poderiam ser dotados de vida autônoma? Ou ainda com o silêncio das máscaras, que em suas profundezas parecem comunicar as mais monstruosas mensagens? E a conflituosa relação com o espelho, nosso “duplo”,  no embate entre a afirmação e o questionamento da imagem que fazemos de nós mesmos? Por fim, a diluição da divisa entre os gêneros, fronteira última da discussão contemporânea e ainda causadora de profundo incômodo. Em todo caso, é certo afirmar que são todas experiências estéticas que nos capturam - seja por sua temática ou os materiais e superfícies empregados - com toda a força de atração que o território do não-familiar exerce, um mal-estar que nasce de uma ruptura na racionalidade tranquilizadora da vida cotidiana.                 Este não é um tema novo, esteve presente ao longo de toda a História da Arte: desde as bizarras cenas de Hieronymus Bosch ao Surrealismo, que encontrou embasamento teórico no repertório de imagens reprimidas enquanto expressão do inconsciente, dos sonhos e de outras inúmeras teorias freudianas relativas ao medo da castração, aos fetiches e ao sinistro.                                             

     A proposta desta exposição coletiva é a de fazer um recorte histórico a fim de investigar paralelos a estes diversos processos nas artes visuais, importante exercício em um mundo de relações massificadas e padronizadas - mesmo em um contexto marcado por conflitos e polarizações. Para além do idealismo e da metafísica, a obra de arte pode interiorizar estes conflitos e elaborá-los como experiência estética. Ao provocar transtornos de percepção e perturbações através do choque, evoca o necessário estranhamento que deve nortear as condições de percepção da realidade, uma vez que ela é em si antagônica em sua essência, marcada por impasses não resolvidos que se potencializam constantemente.

   Inventário 
09/04/2018 - 26/05/2018

     Toda paisagem retém uma determinada verdade do mundo. No século XIX, os impressionistas abandonaram as verdades da academia, abriram as portas de seus ateliês e foram para as ruas, dedicando-se a saudável pintura "em plein air" a fim de reconstruir o papel da pintura - e da arte - no mundo. A partir dessa paisagem, desse exercício de captar o instante fugidio do mundo, criaram-se as bases que estruturaram o pensamento estético modernista.

 

     Toda pintura é uma experiência do mundo. A pintura é a arte da permanência; une à sensibilidade a razão, revela, "torna visível". Ela enriquece a nossa informação sobre a realidade e alimenta, com informações poéticas e objetivas, a nossa relação com o mundo que nos rodeia. Assim, a pintura é uma maneira de ver, sentir e compreender o mundo, estabelecendo com ele um diálogo onde o acaso e a construção se complementam, onde o conceito e a práxis se unem para a construção de um corpo articulado, inteligente e poético. Todo artista dialoga com a tradição. Eduardo Garcia não teme o passado, ao contrário, faz dele um compromisso para a sensibilização do olhar. Há, em sua ação, uma espécie de aura romântica, um compromisso com a criação do belo e com a revelação de um mundo escondido diante de nosso olhar. Para ele, o artista é um desbravador, um descobridor, e a tarefa maior de seu ofício é desnudar os véus do olhar. A pintura é instrumento de sensibilização, simples e sofisticada como o pão e o vinho.

 

     Toda a história da pintura sobrevive no contemporâneo. Através de manchas de cores formadas por camadas de tinta sobrepostas, o trabalho do artista revela um processo pictórico sensível e bem elaborado. Eduardo Garcia cria a sua paisagem urbana, seus mapas, seus muros, seu Verbo. A sua temática é, em essência, o Tempo. Diante de suas pinturas o espectador é convidado a conhecer uma história, um registro, um processo: o corpo da pintura está ali, presente, vibrando nas grandes superfícies que se orientam por uma espécie de princípio construtivo orientador. Todo instante é fruto de um passado. A pintura é o registro da história e ela se cria através de um processo construtivo racional sem jamais abandonar a poética e alguns valores relacionados com as práticas artesanais. Num mundo regido pela velocidade e pelas imagens virtuais, a pintura de Eduardo Garcia impõe-se em nosso olhar como a arte da permanência. E a poderosa e vibrante presença da materialidade pictórica é o instrumento utilizado pelo artista para se atingir a verdadeira beleza.

 

Marcus de Lontra Costa

curador 

São Paulo|Von Poser
23/01/2018 - 31/03/2018

São Paulo  já foi desenhada por incontáveis artistas desde sua fundação - de Frei Galvão a Vallandro Keating, passando por Jean-Baptiste Debret, o fascínio pela cidade é inegável e aparece em trabalhos diversos, precioso registro de sua evolução e importante ferramenta de reflexão sobre a paisagem urbana. Paulistano, Paulo von Poser não só desenha a cidade, mas faz dela o seu atelier.

Ao nos conduzir por uma São Paulo muito pessoal, o artista apresenta um conceito caro à sua pesquisa: a deriva, procedimento psicogeográfico proposto pelo Movimento Situacionista com o objetivo de estudar os efeitos do ambiente urbano sobre nosso estado psíquico e emocional.  No registro de seus percursos, se deixa conduzir pela própria urbanidade- ponto de contato com os situacionistas, que propunham a abolição da arte enquanto atividade especializada: sua superação viria pela transformação e vivência integral do meio urbano.

  

Em contraponto a uma São Paulo que pede pressa, e que todos conhecemos, surpreende-nos a rede de descanso: o “tempo livre”, reflexão sobre o acolhimento possível e necessário que a cidade também pode proporcionar. Referência poética à instalação "Riposatevi", - projeto de Lucio Costa para a Trienal de Milão de 1964 - e ao conceito de lazer-prazer proposto em "Crelazer" -  texto de Hélio Oiticica publicado em 1969 - a rede representa a ocupação de um lugar não específico, elemento simbólico da própria deriva ao propor um outro tempo de observação da cidade, plataforma máxima para o exercício da liberdade proposto pelos situacionistas.

 

Na São Paulo de von Poser, ao lado de grandes panoramas e lugares conhecidos, convivem pequenos oratórios, representação da invisível coexistência do tempo sagrado e profano na dinâmica da cidade, junto a estojos com referências a seus mestres, essenciais em sua formação como artista. A exposição toma ainda uma dimensão urbana literal, na medida que propõe atividades pela cidade ao longo de seus dois meses de duração - “tempo livre” percorrerá espaços importantes para o artista, e será completada em aulas de desenho abertas ao público.

  

Metrópole de múltiplas identidades, é certo que nunca haverá uma São Paulo definitiva, dada sua absoluta capacidade de se reinventar. Neste ambiente em que as referências espaciais estão em constante transformação, a percepção da cidade passa certamente pelo campo da experiência,  expressa com maestria no desenho vivo e atento de Paulo von Poser.

Lo Spazio del Tempo
Basilica di Santo Stefano|Bologna 
31/01/2018 - 06/02/2018

 “Neste teatro do passado que é a memória, o cenário mantém os personagens em seu papel dominante. Em suas mil celas, o espaço retém o tempo comprimido. É essa a função do espaço.”

Gaston Bachelard

 

No tempo das várias velocidades, de que maneira seremos capazes de percebê-lo novamente? A resposta talvez esteja sempre ao nosso alcance, no espaço que nos cerca.

Depositário de nossas lembranças como de nossos esquecimentos, no espaço residem as memórias de onde crescemos, onde fomos criados e habitamos. Desta forma, o conceito de habitar transcende o alojamento de nosso corpo físico e percorre os lugares onde habitam os devaneios de nosso inconsciente, que encontra assim o seu lugar. Nossa alma é sua morada. E, ao lembrar-nos destes espaços, aprendemos a morar em nós mesmos.

 

Neste sentido, as imagens do espaço se mostram como uma via de mão dupla: elas estão em nós tanto quanto estamos nelas. Em franco diálogo com esta poética e o espaço do Claustro da Basilica di Santo Stefano, foram selecionados os trabalhos de 05 artistas contemporâneos brasileiros. Formando uma verdadeira geografia lírica de histórias, de memória e de registro do espaço, somos convocados a refletir não só sobre o espaço na sociedade que o artista ocupa, mas também o de todos nós, na percepção poética do movimento constante da vida.

Ian Duarte Lucas e Stefania Cesari

curadores

“O contraponto está para a música assim como a dialética está para a filosofia. É a demonstração do princípio de que ‘de uma coisa nasce a outra’.” Alberto Savinio

A música, como a arte em geral, tem a capacidade de nos mover de um lugar a outro: um deslocamento, ainda que temporário, da realidade - escapismo, diriam alguns. Muitas vezes com a força de nos reaproximar desta realidade. E é da música que foi emprestado o termo fuga,  que nomeia a presente exposição.

 

Palavra do latim que tem o duplo significado de fugir (fugire) e caçar (fugare), fuga é um estilo de composição contrapontística em que vozes ecoam, uma após a outra, o tema principal, em operações de repetição e contraposição. A leitura é de que as vozes parecem mesmo correr umas atrás das outras.

 

Nos três diálogos aqui propostos, seis artistas, de gerações e formações distintas, contrapõem seus trabalhos, investigando processos de espelhamento, modulação, expansão e síntese, próprios da fuga.

 

De forte sonoridade, a palavra fuga comporta em si outras leituras e interpretações,  e seus diferentes significados também são aqui discutidos. Neste processo de contraposição, fica evidente a complementaridade entre as poéticas de cada um - se não é afinal do encontro que se traça o devir de todo artista.

 

Ian Duarte Lucas e Renato De Cara

curadores

Fuga
Verve + Mezanino
14/12/2017 - 18/01/2018
Pop-Up Verve Galeria
Miami Art Week
02/12/2017 - 06/01/2018

     A Verve Galeria abre sua primeira pop-up no exterior em parceria com a Curator’s Voice Art Projects em Wynnwood, distrito das artes de Miami , exibindo "Surround", do artista brasileiro radicado em Nova York Michael Drumond, e curadoria de Milagros Bello. O projeto, com início durante a semana da Miami Art Week, que reúne as feiras Art Basel Miami Beach, Untitled, Scope, entre outras feiras satélites, atrai público de todo o mundo para a cidade, festejando o fim do calendário do circuito internacional das artes.

 

     A pop-up da Verve Galeria ocupará uma sala na galeria de Wynnwood, apresentando trabalhos da série “Surround” do artista Michael Drumond, apresentada em Outubro em sua exposição individual na Verve Galeria, em São Paulo. Selecionados pela curadora Milagros Bello, os trabalhos são  impressos em chapas de alumínio de grandes dimensões, no intuito de trazer a experiência imersiva ao espectador, sobre as quais são realizadas as intervenções em tinta esmalte high gloss precisamente pintadas.  

Ao Redor
19/10/2017 - 25/11/2017

Não é à toa que o fascínio sobre a vida do artista é uma constante na História da Arte. No universo próprio que cria ao seu redor, a procura do eu é levada às últimas consequências.

 

Na metamorfose visual de Michael Drumond, o artista mergulha fundo na investigação de seus processos internos. A partir da observação daquilo que o cerca, transita entre os diferentes estados psicológicos que experimentou. Na organização destes diferentes estados, uma nova realidade é constituída, inteiramente distinta da realidade exterior. Esta não ocupa espaço, mesmo que tenha por destino agir sobre ele. O artista encontra assim o seu lugar.

Este processo encontra ressonância na filosofia de Henri Bergson, ao propor que na intersecção entre consciência, matéria e memória se fundamenta a verdadeira força de transformação do ser humano. Certo de que na consciência existe um poder ilimitado de resignificação da realidade, o artista nos conduz por processos absolutamente pessoais, ainda que universais. E quem sabe neste espelho sejamos capazes - mesmo que por um breve instante - de vislumbrar respostas às nossas mais frequentes e necessárias indagações.

15 Fotógrafos
22/08/2017 - 23/09/2017

“Fotógrafo: pessoa que procura inserir na imagem informações imprevistas pelo aparelho fotográfico”

Villem Flusser

 

No universo das possibilidades inesgotáveis da fotografia, compreender a figura do fotógrafo é tarefa essencial. Em  tempos de bombardeio cada vez mais intenso de imagens, onipresentes tanto no âmbito público como no privado, em que correm o risco de passarem desapercebidas, mais do que nunca devemos voltar nossa atenção para o trabalho autoral destes artistas.

Por seu intermédio, são investigadas as inúmeras possibilidades da complexa relação entre o tempo e o espaço. Tal como analisa Flusser, a leitura da fotografia ocorre de maneira não linear, em que relações significativas são geradas entre os elementos da imagem e os processos que nela resultam. Desta forma, por seu aspecto investigativo e provocador, a fotografia tem a capacidade de explorar a dialética interna das imagens que construímos do mundo, nos desafiando a refletir sobre os próprios conceitos que temos da realidade.

Impossibilidade no mundo real e ponto de contato entre os trabalhos aqui apresentados, a imagem em preto e branco abstrai a beleza do pensamento conceitual que está na gênese do trabalho dos fotógrafos. A proposta desta coletiva é justamente apresentar diferentes posturas e temáticas que exploram o fascínio gerado por esta técnica, que ao longo da história já produziu imagens tão icônicas.

No tempo das várias velocidades, em que as imagens continuam sendo as principais mediadoras entre nós e o mundo, o olhar sempre atento dos fotógrafos tem a virtude de descortinar novas perspectivas, verdadeiras janelas de consciência para uma realidade que necessita de cada vez mais compreensão.

Ao falar das relíquias, estamos no limiar entre o imemorial e o material. Neste território do inconsciente, depósito de relíquias do passado, Luiz Martins nos conduz por arranjos e formas arquetípicas que parecem nos apresentar algo de familiar, ainda que por algum momento esquecido. Seu conteúdo, universal e transpessoal, é proveniente de achados do ateliê do artista, agrupados de maneira a comunicar algo para além do momento presente.

 

Resgate de tempos imemoriais, as relíquias de Luiz Martins ganham corpo por sua habilidade em trabalhar as formas, o equilíbrio e a materialidade que as transcende. Camada após camada, somos convidados a desvendar a vastidão de sua criação artística. Nas diminutas e preciosas obras aqui apresentadas,  estabelece-se assim uma relação de intimidade, na descoberta gradual de uma grande instalação site-specific nos diferentes espaços da galeria. Sua coleção de relíquias nos apresenta um singelo convite: a pausa para o olhar mais atento , a relação direta com a arte, o detalhe, aquilo que é mais precioso; a nós mesmos.

Relíquias
12/07/2017 - 19/08/2017
Ecce Homo

03/05/2017 - 24/06/2017

Eis o homem. Mas que homem é esse? Como adentrar o território masculino em um tempo em que as próprias fronteiras de gênero são questionadas? A caracterização do masculino foi, por muito tempo, restrita aos distintos papéis sociais representados por ele na sociedade – a História aponta a pluralidade de descrições identitárias que já foram designadas para o homem. Além das tentativas a fim de defini-lo a partir de sua identidade biológica, coexistem ainda inúmeras teorias discutidas no campo da psicanálise e da sociologia.

 

Chegamos à contemporaneidade, onde estes conceitos são combinados e justapostos,  e entende-se que certamente não há uma única resposta. Abre-se assim o caminho pelo qual os artistas foram convidados, propositadamente, a apresentar seus trabalhos a partir de diferentes linguagens : abordando a identidade masculina enquanto uma construção singular, em que um todo não é mais decisivo na construção da subjetividade e imagem do homem. 

 

Revisitando histórias por vezes muito pessoais, a reunião dos trabalhos ecoa a pergunta essencial que Nietzsche procura responder no seu Ecce Homo : “como se chega a ser o que se é?” – pergunta que permeia a presente exposição em suas incontáveis possibilidades.

Tudo abaixo do céu

16/02/2017 - 15/03/2017

Ao escutar o silêncio do mundo, Thais Ueda nos convida a desacelar do ruído e da pressa do cotidiano e adentrar um espaço de possibilidades infinitas. Explorando a dualidade e a repetição, o preto e o branco, a magnitude das montanhas e a leveza das nuvens, nos conduz a lugares inabitáveis, abrigo dos sonhos. Somos apresentados ao conceito do tianxia, visão oriental de mundo em que tudo é uno sob o céu.

 

Nas manchas imprecisas e traços firmes, o efêmero e o eterno se encontram nas paisagens do ciclo ininterrupto da natureza. A simplicidade do traço em nanquim aguado e fluído revela esta escuta sensível e profunda. Planando livremente neste cenário, vemos pássaros fazendo a ponte entre o céu e a terra, liberdade tão almejada pelo homem. A delicada força de sua obra reside neste singelo convite à pausa e a meditação para os tempos atribulados em que vivemos hoje.

A.R.[Artefato Refeito]
15/09/2016 - 31/10/2016

1. De onde o mundo parte? 2. De onde surge a vida?    

3. Como as coisas começam? 4. Como nasce uma exposição?

1. De um todo indeterminado. 2. Da diferença e da repetição num fluxo ininterrupto. 3. Idem ao anterior. 4.Do encontro entre um acúmulo de peças soltas de aviação e um grupo de artistas cujos ateliês dividem o mesmo predio. 

 

Dos fatores expostos nesta última resposta surge a presente mostra. As peças provêm de uma coleção feita ao longo do período de uma vida; agrupamento imenso; há o que se possa cogitar relativo a uma aeronave, desde o manual de montagem à fuselagem, poltronas, trem de pouso, bússolas e manivelas, placas sinalizadoras. Partes soltas. Partes de partes sem funcionalidade em si quando não acopladas a outras. Promessas de que em conjunto nos fazem voar. 

 

Os artistas, acostumados a se encontrarem nos corredores de seus ateliês, têm cada um uma visão de mundo. Concordaram em receber uma das peças soltas e torná-la parte de uma outra coisa, a integrando ao contexto de seu trabalho e integrando o seu trabalho às demandas de um objeto com existência, forma e função pregressas. Da combinação entre eles e as peças e entre as peças e eles surgem novasconexões no tal fluxo ininterrupto em que estamos imersos. Tudo e todos.        

 

Angela Varela Loeb

Equilibrium

12/04/2016 - 03/06/2016

"Equilibrium", do latim: Cinética.

Conceito da Física, é o estado em que um corpo encontra-se em movimento retilíneo uniforme, cuja resultante de todas as forças é igual a zero. Na Química, o Equilíbrio Dinâmico, onde reações diretas e inversas ocorrem ao mesmo tempo, sendo reversíveis.

Metaforicamente, estes são os pontos de contato dos artistas que participam desta exposição coletiva: a delicada força das obras de Allann Seabra, a sobrebreposição de planos e linhas de Rafael Sliks; na vibrante calma das telas de Fernando Soares e nas dobras espaciais do grafiteiro Marcio Ficko, assim como no silencioso choque de elementos da obra de Luiz Martins.

Tríade
21/10/2015 - 21/11/2015

No primeiro plano o registro, resgate, memória. Um sem fim de formas que vão compondo o vocabulário do artista, no anseio de representar e organizar a realidade construída que o rodeia.

 

 

Um olhar mais atento, e dos panoramas, fragmentos, perspectivas e sequências de planos vão surgindo as narrativas, insinuam-se atmosferas, revelam-se as histórias que ainda estavam por ser contadas.

 

Neste ato de interpretar e explorar a dimensão metafísica da arquitetura, os componentes do projeto original abrem espaço para contingências e desdobramentos imprevisíveis, território onde as fronteiras entre sujeito e objeto se confundem para questionar: que lugar é esse que ocupamos? E qual seja a maneira de fazer esta aproximação, a tríade vitruviana estará sempre presente naquilo que a transcende: o espaço e suas infinitas possibilidades.

Mostra Pulso

07/06/2016 - 30/07/2016

A “Mostra Pulso” reúne 20 artistas que encontram no meio urbano um canal para expressar suas inquietações sobre o delicado momento pelo qual passa o país. 

O título da Mostra é inspirado no belíssimo poema de Maya Angelou, "On the Pulse of Morning". No momento atual, assim como em todos os momentos de instabilidade e polarização de ideias, faz-se necessária a sensibilidade do artista, que tem a oportunidade de lançar um novo olhar sobre a realidade que nos circunda, revelando assim possibilidades de diálogo antes adormecidas.

O tema tem enorme relevância para o momento atual, ao trazer visões abrangentes e universais. A partir desta abordagem, o público é convidado a repensar o seu próprio olhar e a questionar seus posicionamentos.

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