Gustavo Rezende

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A pesquisa do escultor Gustavo Rezende se situa na intersecção entre o objeto, a escala e o espaço arquitetônico. Explorando diferentes materiais como a madeira, o mármore e o bronze, Rezende investiga a narrativa do sujeito-artista, num jogo intelectual que articula questões que unem o imaginário das artes visuais e da literatura, que se fazem presentes nas citações e ironias dos títulos de cada trabalho. O artista se dedica ainda a criar ambiências a fim de explorar a relação da obra com o espaço expositivo, lançando luz sobre a dimensão vivencial da apreciação do trabalho, e o percurso do expectador para apreendê-lo. 

 

Trajetória

 

A evolução de seu trabalho tem sido objeto de diversas exposições individuais e coletivas, tendo recebido em 2010 o Prêmio Aquisição Pinacoteca do Estado com a obra A Passagem do Tempo e a Natureza do Amor. Desde os anos 80, o artista realiza importantes mostras individuais, destacando-se as exposições apresentadas no MAC-USP, Galeria Funarte e Paço Imperial, no Rio de Janeiro; no Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM-SP) e nas Galerias Millan, Casa Triângulo e Marília Razuk, também em São Paulo. Em 2013, a Pinacoteca do Estado organiza Mergulho, exposição individual de Gustavo Rezende com curadoria de Ivo Mesquita. Em 2018 participa do Projeto Parede no MAM-São Paulo, com a instalação Crepe Garden e em 2019 realiza o site-specific A Lógica do Lugar, curado por Douglas de Freitas, no Museu da Cidade de São Paulo. 

 

Dentre as exposições coletivas, destacam-se a Bienal de Havana (1991) e o Panorama da Arte Brasileira, organizado pelo Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM-SP), em 1991 e 1999. Em Londres, participa de exposições coletivas na Chisenhale Gallery e na Mall Galleries. Seus trabalhos integram importantes coleções públicas: Centro Cultural Cândido Mendes (Rio de Janeiro), Instituto Figueiredo Ferraz (Ribeirão Preto), Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo (MAC-Usp, São Paulo), Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM-São Paulo), Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro/Coleção Gilberto Chateaubriand (Rio de Janeiro), Novo Museu dos Açores (Portugal) e o Museu de Arte do Rio (MAR, Rio de Janeiro).

 

Formação Acadêmica

 

Forma-se na Faculdade de Belas-Artes em 1984, em São Paulo; em 1993, recebe o Prêmio British Council Fellowship. No ano seguinte, é convidado para o programa de mestrado do Goldsmiths College, em Londres (Inglaterra), com o patrocínio do Conselho Britânico de São Paulo. Em 1995, de volta ao Brasil, apresenta no MAM-SP as esculturas criadas e produzidas no Goldsmith College, que hoje integram o acervo da Pinacoteca do Estado. Em 2000, ganha a Bolsa Vitae de Artes com o projeto A Gratidão do Reencontro. Os resultados da pesquisa desenvolvida com a premiação são apresentados no ano seguinte em exposição individual que traz texto crítico de Tadeu Chiarelli. Em 2004, conclui o doutorado em Poéticas Visuais – Produção Refletiva: Arte, Sujeito e Espaço –, na Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo, com a exposição Geografia Negra no Centro Universitário Maria Antonia. Em 2006, permanece por seis meses em Paris como artista residente na Cité Internationale des Arts no Estúdio da Faap, onde é professor na Faculdade de Artes Visuais desde 1995.