Para esta instalação, Moisés Patrício reúne a série Brasilidades em uma escala mais íntima. Ainda formulada em torno do concreto brutalista que recobre parcialmente as quartinhas e os recipientes, o artista, desta vez, incorpora o ouro para revestir e honrar receptáculos associados ao cuidado e à oferta, à circulação do axé e à preservação da vida. Entendidas pelo artista como uma arqueologia do presente, as esculturas são apresentadas como pequenos monumentos à continuidade das tradições afro-brasileiras e de seus saberes, que sobrevivem diante do apagamento sistêmico arquitetado pela colonização.